Câncer de mama é o segundo mais frequente entre mulheres no mundo

Com uma estimativa de mais de 57 mil novos casos por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama atinge principalmente mulheres acima dos 60 anos. O segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres em todo o mundo tem em média 95% de chances de cura se for detectado na fase inicial.

Para isso, é necessário que todos se conscientizem sobre os métodos de prevenção da doença. A mamografia – que está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – é o exame mais eficaz para detectar o tumor e o autoexame é essencial para que qualquer alteração possa ser percebida pela própria mulher.

Direitos da paciente

Além do acesso à mamografia pelo SUS, as trabalhadoras que desenvolverem a doença têm assegurados direitos relacionados ao tratamento e outros benefícios.

A presidente do STIA Francisco Beltrão, Leonete dos Santos Ventura, reforça a importância da informação sobre os direitos da paciente com câncer de mama. “Em um momento tão difícil, é necessário ter suporte legal e médico para que o tratamento possa ser priorizado”, afirma.

Caso a trabalhadora tenha que passar por uma cirurgia de mastectomia (retirada total da mama), a Lei 12.802/2013 garante a reconstrução pelo SUS, tanto durante a operação quanto posteriormente, quando houver condições médicas.

Além disso, as mulheres com câncer podem sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o valor referente ao Programa de Integração Social (PIS), bem como quitar o financiamento da casa própria. Se a paciente ficar incapacitada de exercer suas funções por mais de 15 dias consecutivos, poderá pedir o auxílio-doença, benefício mensal para os trabalhadores inscritos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A incapacidade deve ser comprovada por meio de perícia.

Fonte: STIA Francisco Beltrão